| Primeiro dia: Racionalidade cooperativa é a característica do Terceiro Setor |
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A abertura do 4º Encontro Catarinense do Terceiro Setor foi prestigiada por mais de quinhentas pessoas que ouviram a palestra do escritor e consultor Augusto de Franco. Ele abordou o tema com a propriedade de quem trabalha no dia-a-dia do Terceiro Setor, citando números e como evoluem as iniciativas em todo o país. “Racionalidade cooperativa é o que mais caracteriza o chamado Terceiro Setor, que move mais de 12 milhões de voluntários em prol do bem estar”, disse ele, que arrematou: “A força da sociedade civil é justamente não ser organizada nos moldes dos outros setores, e sim ser essa multiplicidade, essa diversidade que são os grupos que se unem para atingir determinadas metas”.Antes da palestra, na solenidade de abertura, houve uma apresentação de meninos e meninas que participam dos projetos da Fucas, com aulas de dança e circo. Estavam presentes o presidente da Fucas, Aparício José Mafra Neto, o presidente da SC Parcerias, Alaor Tissot, e o procurador de justiça do Estado de Minas Gerais, Tomáz de Aquino Resende, que é presidente da Associação Nacional de Procuradores e Promotores de Justiça de Fundações e Entidades de Interesse Social – PROFIS, entre outras autoridades que vieram representar a prefeitura de Florianópolis e a Assembléia Legislativa do Estado.O presidente da Fucas fez um discurso objetivo, apontando alguns dos caminhos mais urgentes para a promoção do desenvolvimento social com ética, confiança e respeito. “A profissionalização das organizações é fundamental e importante. Os movimentos sociais e a classe política precisam fazer alianças para garantir resultados efetivos. Devemos extinguir o jeitinho brasileiro de toda forma”, destacou ele.“Acreditamos que é em sala de aula, debatendo e aprendendo. Esse é o objetivo do Encontro. Somos a força da mudança e assim passamos de espectadores a realizadores”, concluiu ele.O Encontro vai até o dia 28 de março e visa também capacitar equipes de trabalho das entidades do terceiro setor, além de ser um espaço de palestras e troca de experiências com a participação de profissionais especialistas nos temas: inovação, aspectos jurídicos, voluntariado, planejamento estratégico, planejamento financeiro, responsabilidade social, entre outros. CRÍTICAS – O palestrante da noite de abertura, Augusto de Franco, abordou os problemas que o Terceiro Setor vem enfrentando, virando alvo de críticas por preconceito ou falta de entendimento. Ele citou que porcentagens ínfimas destas organizações cometem irregularidades, mas a grande maioria trabalha com vontade de melhorar. “Alguns dos desafios no Brasil estão na multiplicidade dos grupos informais, cerca de 90% do Terceiro Setor é informal”, disse o consultor. A discussão no Congresso Nacional, com a CPI das ONGs, também foi lembrada pelo presidente da Fucas, que reiterou a importância da discussão com transparência. “Não podemos mais cruzar os braços e esperar que alguma entidade , ou alguma instância governamental isolada, dê conta de moralizar todos os setores da sociedade”, afirmou ele.
Informações para a imprensa
Crédito das fotos: Luciano Nunes
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